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JĆ” nĆ£o podemos confundir o amor que se escreve com o amor que se vive. Porque o peso do amor escrito no expressivo "eu te amo", exatamente na vĆ©spera do primeiro dia de "amar", Ć© diferente da leveza do amor que se planta lentamente... e que vai regado em doses de quĆmica..., sentimentos e - absoluta - cumplicidade. Porque o amor de sentidos e cumplicidade Ć© imutĆ”vel... ultrapassa a crenƧa, supera a fĆ©... nĆ£o muda o tom de voz e continua na mesma intensidade. O amor de palavras pode ser amor fingido... amor que comeƧa em risos e termina em prantos. Ora... amar estĆ” alĆ©m de lĆ”grimas, alĆ©m de dores, alĆ©m desse dito sofrimento. Pode ser, nessa mutação de necessidades, nessa tentativa de expressĆ£o por palavras, no ato necessĆ”rio de envaidecer-se e impressionar... que seja apenas uma boa e descomedida paixĆ£o... por outros tantos, pode ser que seja apenas só tesĆ£o. Mas dizer que o amor falhou, que o amor deixou de ser cĆŗmplice Ć© utopia... Ć© vĆ£ quimera. Definitivamente se foi assim... Amor nĆ£o foi... Amor nĆ£o Ć©... Amor nĆ£o era!
Adriano Hungaro
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