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sƔbado, 21 de marƧo de 2015

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JÔ não podemos confundir o amor que se escreve com o amor que se vive. Porque o peso do amor escrito no expressivo "eu te amo", exatamente na véspera do primeiro dia de "amar", é diferente da leveza do amor que se planta lentamente... e que vai regado em doses de química..., sentimentos e - absoluta - cumplicidade. Porque o amor de sentidos e cumplicidade é imutÔvel... ultrapassa a crença, supera a fé... não muda o tom de voz e continua na mesma intensidade. O amor de palavras pode ser amor fingido... amor que começa em risos e termina em prantos. Ora... amar estÔ além de lÔgrimas, além de dores, além desse dito sofrimento. Pode ser, nessa mutação de necessidades, nessa tentativa de expressão por palavras, no ato necessÔrio de envaidecer-se e impressionar... que seja apenas uma boa e descomedida paixão... por outros tantos, pode ser que seja apenas só tesão. Mas dizer que o amor falhou, que o amor deixou de ser cúmplice é utopia... é vã quimera. Definitivamente se foi assim... Amor não foi... Amor não é... Amor não era!

Adriano Hungaro

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