"Sem sorte
NĆ£o me escondas o sonho,
abre-me a porta da alma
que eu segredo-te
na palma da mão
o perfume dos meus
ais…
Cheiram a desejos
e a beijos não consumados
na pele das manhãs
que querem
demais!
SĆ£o passos
sem som
que escurecem
os dias
perdidos nos abraƧos
a caminhar
sem norte.
Sou corpo sem sorte
navegando Ć deriva
sem, sequer,
se importar…
Olho-te nos olhos
e sonho-te
pela porta entreaberta
segurando, com toda
a ternura, a tua alma
na palma da minha mĆ£o…
Sei que Ʃs um sonho,
mas ainda murmuro
o sabor a querer
no meu acordar!
Rosa Alentejana