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sƔbado, 11 de janeiro de 2014

O APITO DO TREM


O APITO DO TREM

Quando o trem chegar...
Embarcarei,
sem medos tolos.
Vou enfrentar,
o tal destino,
de peito aberto.
Meu sorriso,
sempre orvalhado,
serĆ” franco.
Funtamental Ć©...
deixar falar,
deixar chorar, deixar rolar.
O Ć­ngreme sonho...
jĆ” foi sonhado.
Pelo caminho da vida,
perdi e achei.
Deixei pedaƧos pelas curvas,
inalei fumaƧas,
arranquei suspiros,
dediquei-me em vão,
ganhei aplausos...
Hoje,
longe do que era outro dia,
desprezei a ânsia da pressa.
Quero viver a espera
em plena calmaria.
Sentei, em frente ao futuro,
com as mãos estendidas
e,
guardei meu passado numa caixa de jóias.
Tomei o calmante da certeza.
Aguardo, anestesiada...
o apito do trem.

Juleni Andrade