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domingo, 8 de dezembro de 2013

Tormentosa alvorada


Tormentosa alvorada

Hoje levei-te comigo para o meu dia, na lembranƧa do meu sonho mais recĆ“ndito…
No inƭcio, nem te liguei, fingi que a esperanƧa era apenas uma mancha no vidro dianteiro.
Depois, de soslaio, reparei na bruma que me envolvia a alma, e suspirei primeiro, antes de te sentir…
E foi nesse instante que me esqueci de te esquecer!
Abri as portas do meu campo em tons de castanho alaranjado, e sem aviso prĆ©vio, tentei alcanƧar-te…do outro lado!
JƔ a tarde estava no final, quando perdi a lƔgrima num orvalho banal e insignificante, perante as agruras da vida.
Escondi-me nos cirros cinzentos de cinza indiferente, com receio que os tormentos tomassem a forma adjacente das noites sem lua…
De nada valeu…a imprudĆŖncia venceu mais uma guerra rendida!
E eu estou tĆ£o cansada…
Levei-te comigo para o meu dia, e a noite amanheceu…numa tormentosa alvorada!


Rosa Alentejana