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sƔbado, 16 de novembro de 2013

MEU HORIZONTE...


MEU HORIZONTE...

“Meus pĆ©s descalƧos vĆ£o pelo rumo de minha alma
Os meus sonhos sĆ£o maiores que as palavras “... 
HĆ” um segredo que vem da minha essĆŖncia 
Que navega sem quimeras... Meu olhar marejado 
EstĆ” carente do teu...

E este mar avanƧa implacĆ”vel... 
Meus sentires misturam-se aos sussurros reprimidos... 
Deste peito melancólico...
Ah! InfindĆ”vel Ć© a passagem das Ć”guas do mar... 
Tenho dores... Tantas dores... 
Doem-me as feridas 
Chagas abertas das longas peregrinaƧƵes... Em busca do amor! 

Hoje quero apreciar este mar neste fim de noite... 
Ouvir o lamento do vento atĆ© meu Ćŗltimo alento... 
Meu ontem... 
Meu hoje... 
Meu horizonte!

NĆ£o quero mais embriagar-me com palavras 
NĆ£o quero acreditar em mentiras e falsas promessas de afeto... 
Quero apenas o silêncio deste meu coração
NĆ£o quero sentir esta dor... NĆ£o quero ser mortal!

Caminho faz tempo por prantos e desvario... 
Perdi-me no nada... 
Despencaram-se meus sonhos nesta temerosa agonia... 
Hoje chorei em silencio 
LĆ”grimas fluĆ­das esvoaƧadas do pranto... 
Magoada com a vida que te arrebatou de mim!


Celina Vasques