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sƔbado, 19 de outubro de 2013

Soneto do amigo


Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado 
Tantas retaliaƧƵes, tanto perigo 
Eis que ressurge noutro o velho amigo 
Nunca perdido, sempre reencontrado.

Ɖ bom sentĆ”-lo novamente ao lado 
Com olhos que contĆŖm o olhar antigo 
Sempre comigo um pouco atribulado 
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano 
Sabendo se mover e comover 
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Vinicius de Moraes