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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Culpado...

Culpado...

Culpado, foi o veredicto que recebi do juiz (minha consciĆŖncia).
Condenado a esse feliz sofrimento,
Com a liberdade de estar preso em ti
Cumprirei minha pena...

Tive como testemunha de defesa a “PaixĆ£o”,
Mas o juiz não deu credito as suas palavras,
Por ser ela pouco coerente,
Levando sempre as pessoas por caminhos não desejados...

Testemunhou para acusar-me, minha “lembranƧa”
Relatando ao juiz, as provas contra mim, nela contida.
E enquanto ela falava, virou-se para mim,
Fazendo questão de lembrar-me do seu sorriso...

EntĆ£o a “Dor” que advogava minha causa gritou: “Protesto!”.
Porem batendo na mesa o martelo da “Saudade”, o juiz disse: “Negado!”.
(Pois minha “ConsciĆŖncia” tem facilidade em iludir-se com as conversas da minha “lembranƧa”).

“Minha alma” que falaria a meu favor desistiu.
Olhou para o juiz e cabisbaixa retirou-se,
No fundo, tinha medo de tambƩm ser condenada.
Ela era minha principal testemunha...

Então essa sentença me foi dada
E cumpro-a nesse presĆ­dio sem grades,
Vigiado apenas pelo carcereiro
Chamado “Amor...”.

Autor: Fulvio Ribeiro