APELO DO AMOR
Eu sou como o sol,
que aquece e ilumina,
dando vida a tudo que toca,
trazendo a esperanƧa.
Como pedra preciosa eu sou,
que jamais perde seu valor,
por mais que lhe deem formas,
por mais que a lapidem.
A essĆŖncia eu sou,
de tudo que tem vida,
em tudo eu me encontro,
e sou sempre o mesmo.
Mas aĆ de mim,
quando não sou compreendido,
quando não sou respeitado,
quando sou violentado.
Nuvens cinzas se formam,
repletas de dor e mƔgoa.
me escondo por trƔs delas,
o meu brilho se apaga.
JÔ não aquece o meu calor,
perco o meu valor,
minha essĆŖncia eu recolho,
a desesperanƧa Ʃ o preƧo.
A vida se esvai,
tudo perde sua beleza,
o egoĆsmo impera,
o coração da terra se revolta.
Os mais fracos pagam o preƧo,
da humanidade desumana,
cultos ignorantes,
do mistƩrio da vida.
Contudo basta um coração singelo,
para as nuvens se esvaĆrem,
retornando o meu brilho,
o meu calor a tudo aquecendo.
DifĆcil Ć© para o homem entender,
que sem mim nada são,
se tornam destruição,
atĆ© a si mesmo destruĆrem.
Luconi